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HP não está em crise e continuará investindo, diz executiva

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Em meio a mudanças de executivos globais e orientação rígida para cortar custos, a HP quer mostrar ao mercado que não passa por nenhuma crise e que não sacrificará investimentos em áreas estratégicas para recuperar margens.

Em entrevista a Folha de São Paulo, durante evento em Las Vegas, a vice-presidente da divisão corporativa, Ann Livermore, declarou que a companhia mantém os planos de crescimento, que incluem até contratações e aumento de produção em determinadas áreas.

A mensagem vem poucas semanas depois do vazamento de um comunicado interno em que o presidente da companhia Léo Apotheker alertava os diretores sobre um novo “trimestre difícil”, que poderia incluir demissões e cortes de custos.

Também em maio, o executivo reduziu a previsão de receitas para o ano, de US$ 130 bilhões para US$ 129 bilhões.

“Estou na HP há 28 anos e sempre falamos sobre cortes de custos. Lamentamos a mensagem que vazou porque foi fora de contexto. A HP não vai restringir investimento em áreas onde precisa crescer”, disse Livermore.

Uma dessas divisões é a de servidores, sistemas de armazenamento e redes, comandada pela própria executiva. A área foi uma das que mais cresceram no período, com elevação de 15% nas receitas, totalizando US$ 5,5 bilhões, e é considerada um trunfo importante para segurar a queda em outros negócios da HP, como a área de PCs, carro-chefe da companhia, que recuou 5%.

“Agora que estamos com oferta completa de produtos, vamos nos concentrar na contratação de equipes de venda e de entrega de equipamentos e serviços corporativos. Mesmo com a orientação para cortar custos, não vamos deixar de fazer o que é preciso”, afirmou.

Nesta semana a empresa anunciou também US$ 2 bilhões em financiamento de projetos para computação em nuvem e três sistemas convergentes de hardware, software e serviços, além de um data center de baixo custo e com implantação rápida.

Batizado de “EcoPod”, trata-se de uma espécie de contêiner que promete ser competitivo em tempo de instalação –três meses, ante 24 meses do tempo médio de um data center comum– e custo: US$ 8,5 milhões ante US$ 30 milhões do modelo tradicional.

Com os novos produtos, a companhia aposta no ganho de competitividade no mercado global de servidores.

No primeiro trimestre, segundo dados da consultoria IDC, a empresa cresceu 10,8% em vendas do segmento, mas registrou nível inferior à expansão do mercado (12,1%) e de concorrentes como IBM (22,1%) e Oracle (13,6%). Ainda assim, liderou em vendas, com 31,8% de participação.

MUDANÇAS NA GESTÃO

Ann Livermore também tratou de minimizar o impacto das mudanças de comando pela qual passa a companhia em diversas áreas. Desde que Léo Apotheker assumiu a presidência da HP, em novembro, mais de 10 diretores e vice-presidentes saíram em meio a pressão por resultados.

A própria executiva, que comandava também a unidade de serviços, deve deixar a divisão para ficar encarregada da divisão de servidores, redes e sistemas de armazenamento.

“Sempre acreditei que transições são normais e as vezes são boas porque renova os talentos. Estou confortável com a transição que estamos fazendo, as mudanças não me preocupam”, disse Livermore.

MERCADO BRASILEIRO

Entre as regiões mais atraentes para a HP para o segmento corporativo está o Brasil. Segundo Denoel Eller, diretor de vendas de servidores, sistemas de armazenamento e redes no país, a demanda crescente de segmentos como finanças e infraestrutura levaram a companhia a tomar a decisão de aumentar a produção local de equipamentos.

Hoje a HP já produz servidores no Brasil em uma fábrica na região de Campinas, interior de São Paulo, e deverá dobrar a produção –cujo volume não é revelado– até o fim do ano.

Em maio, o presidente Léo Apotheker esteve no Brasil depois de oito anos sem a HP receber a presença de seu líder global. Na ocasião, o executivo sinalizou que se as reivindicações feitas pela Foxconn no Brasil forem aplicadas ao mercado, poderão determinar planos de expansão da companhia no país, onde também produz notebooks, PCs e impressoras.

Fonte: Folha.com [Camila Fusco] :: http://www.folha.uol.com.br/

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